Angola apresenta visão estratégica do Corredor do Lobito em Viena

Angola levou ao palco internacional a sua visão para o Corredor do Lobito, apresentando-o como um eixo estratégico para impulsionar a transformação económica da região. A intervenção aconteceu no Fórum Internacional de Energia e Clima de Viena, um encontro que reuniu decisores e especialistas para debater soluções globais nos domínios da energia e sustentabilidade.

A perspectiva angolana foi partilhada por Amadeu Leitão Nunes, responsável pela Agência de Facilitação de Transporte de Trânsito do Corredor do Lobito, durante um painel dedicado às cadeias de valor regionais e ao desenvolvimento de corredores industriais sustentáveis. Na sua intervenção, destacou o papel do Corredor como um elemento-chave para promover a industrialização e reforçar a integração económica entre Angola, a República Democrática do Congo e a Zâmbia.

Entre os principais desafios identificados está a necessidade de uma coordenação mais eficaz entre os países envolvidos, garantindo maior alinhamento entre instituições e parceiros. Nesse sentido, foram apontadas prioridades como o fortalecimento da estrutura de governação do Corredor, a articulação entre investimento em infra-estruturas e desenvolvimento industrial, e a adopção de sistemas que reforcem a transparência e a monitorização dos projectos.

A estratégia apresentada assenta também numa forte componente de sustentabilidade. O Corredor do Lobito está a posicionar-se para aproveitar o potencial das energias renováveis e reforçar o seu papel nas cadeias globais de minerais críticos, como o cobre e o cobalto. Iniciativas ligadas à logística de baixo carbono, à integração de energia limpa e à criação de polos industriais sustentáveis fazem parte desta abordagem, com impacto esperado no crescimento económico inclusivo e na transição energética.

À semelhança do que o +Negócio promove ao nível empresarial – com foco na definição de estratégias claras, execução estruturada e criação de valor – esta visão procura alinhar diferentes intervenientes em torno de objectivos comuns e resultados concretos.

Durante o evento, houve ainda espaço para reforçar relações institucionais. À margem do fórum, foram discutidas oportunidades de colaboração com a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, com o objectivo de acelerar a evolução do Corredor para um verdadeiro ecossistema económico integrado.

Entre as linhas de acção em análise estão o desenvolvimento de cadeias de valor regionais, a criação de zonas industriais e centros logísticos sustentáveis, a harmonização de políticas industriais e o apoio às pequenas e médias empresas. O objectivo é claro: aumentar a competitividade da região, estimular o investimento e criar novas oportunidades de crescimento e emprego.

Com esta presença internacional, o Corredor do Lobito reforça o seu posicionamento como uma infra-estrutura estratégica, capaz de ligar mercados, atrair investimento e contribuir para um desenvolvimento mais sustentável e integrado.

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